sábado, 14 de abril de 2012

COGITO, ERGO SUM


Atividade demais é tão perigosa quanto à maior das passividades, visto que em ambos os casos corre-se o risco de se perder a cabeça. Contudo, perco a cabeça e o que quer que seja, mas jamais abrirei mão de uma boa crítica ativa, principalmente se esta vier engajada em fundamentos racionais e plausíveis, porque de que vale a cabeça de um homem se esta não poder pensar por si só? 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

OUSADIA


Não serão a sua profissão nem muito menos sua formação acadêmica que farão de você grande ou pequeno no sentido econômico-social, mas sim o tamanho de sua ousadia, ou mesmice, perante elas. Portanto, cuidado com a mesmice podadora e desenfreada, entretanto não se preocupe em pôr rédeas em sua ousadia e criatividade: elas poderão lhe mostrar aquilo que os grandes batizaram de PER-FEI-ÇÃO. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ESPERANÇA SEGUNDO QUINTANA


Na quitanda do Mario Quintana comprei um poema, e dos bons, desses que falam de esperança. Ele vem me alimentando até os dias de hoje, sei-o de cor, e, às vezes, transformo-me paulatinamente no desespero da louca de quem o poema fala – principalmente quando encontro-me triste, porém fascinado, com a tristeza e fascinação da vida.
Agora, ao escrever essas palavras, sinto-me como se estivesse no mesmo décimo segundo do andar do Ano descrito no poema, e também me atiro por uma sacada qualquer em direção a alguma coisa que não sei bem o que é, e sinto o quão delicioso é este vou em que vou, porque também penso já ter escutado todas as sirenas e todas as buzinas e todos os reco-recos.
E lá embaixo, também sou encontrado miraculosamente incólume na calçada, e, novamente, mais uma vez criança... E as pessoas, à minha volta, indagam minha existência:
– Quem és tu, meninozinho de olhos verdes?
E eu lhes respondo, devagarzinho, para que jamais se esqueçam:
– Meu nome é ES-PE-RAN-ÇA.
Tenho a consciência de que possuo olhos castanhos, mas agora, nessa hora, as palavras os pintaram de verde, mas não um verde comum: é verde cor-de-esperança. Tenho a racionalidade de que nem todos são capazes de compreender tal mágica oftalmálgica, entretanto não questiono a gestalt alheia, pois os que conseguem vislumbrar-me pelo poema de Quintana, sabem do que estou falando...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

INALIENADO


Se quiserem me chamar de presunçoso, tudo bem, no entanto eu jamais me renderei aos deuses pedagógicos cultuados por vocês, embora eu devo admitir que essa minha atitude deve soar, para muitos, como fruto da presunção.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ENSINO-APRENDIZAGEM DA INÊS



Era uma vez...,
Uma garotinha chamada Inês.
Ela gostava de jogar bola
E também ir para a escola.

Um dia ela viu na televisão
Uma reportagem sobre a poluição.
E foi então que ela decidiu
Que contaria a professora o que assistiu.

Chegando à escola, no outro dia,
A Inês contou para a tia Maria:
– Não se pode jogar papel no chão
Porque os bueiros entopem e causam inundação!

E a partir do que a Inês lhe contou,
A professora, com muito carinho, explicou:
– Hoje a tia irá ensinar a vocês
O que me ensinou a coleguinha Inês.

– Silêncio – falou a tia. – Não façam barulho!
Pois irei explicar-lhes sobre a nossa cidade Guarulhos.
Os alunos prestaram bastante atenção
Para depois fazerem uma pequena lição.

A tia Maria ensinou com muito capricho
Que não se pode jogar, nas ruas, o lixo.
Não devemos contribuir para a poluição
Porque na natureza causa destruição.

Todos os coleguinhas aprenderam com alegria
O aprendizado da Inês e da tia Maria.
E depois de ouvirmos esta história linda,
Vamos manter a cidade limpa?

domingo, 8 de abril de 2012

MILAGRES HUMANOS


Milagre não foi Cristo ter ressuscitado ao terceiro dia, e sim termos convertido o seu sangue em ovos de chocolate.
Milagre não foi Cristo ter dado visão ao cego e movimentos locomotivos ao coxo, e sim termos nos movimentado em prol da cegueira que transformou o Cordeiro de Deus em coelhinho da páscoa.
Milagre não foi Cristo ter multiplicado pães e peixes para a multidão que O seguia, e sim termos dividido a nossa falta de caridade com aqueles que estão à nossa volta.
Milagre não foi Cristo ter transformado água em vinho nas bodas de Caná, e sim termos transformado este mundo em um mar de pessoas desertificadas.
Todos esses milagres humanos me levam a crer que, de uma forma ou de outra, nossas ignorância tem nos transformado em pequenos deuses presunçosos, embora saibamos que a presunção não é uma característica inerente à divindade.
É..., somos deuses no pedestal da ignorância!

terça-feira, 3 de abril de 2012

COISAS DE MENINO


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse a poesia, seria como um palhaço com um sorriso pintado de gauche nos lábios, porém sem alegria.
Ainda que eu me calasse diante das más línguas que me difamam, e não fosse feito do pó da poesia, seria como um verbo mal conjugado julgando o Verbo que me julgará um dia.
Ainda que eu possuísse um título de ph.D. voltado para a filosofia da comunicação, e não soubesse falar de poesia, eu nada seria.
A poesia é exorcismo, é alquimia; a poesia não está restrita aos acadêmicos, mas pertence a todos aqueles que lavam as palavras lavradas de magia.
Não se cala na presença de reis, mas Reis se cala em sua presença.
Tudo sofre, tudo crê, tudo narra, tudo espera, tudo suporta.
A poesia nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; mas ela continuará intacta.
Porque, em parte, conhecemos, e em parte poetizamos, mas quando vier o Poeta que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, sonhava como menino, criticava como menino, escrevia como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, graças a Deus que eu continuo com as coisas de menino.
Antigamente víamos o corpo da poesia restrita nas páginas dos livros, mas hoje podemos curtir o book de sua face no Facebook.
Agora permanece a tecnologia, a ciência e a poesia, estas três, mas a maior destas é a poesia.